Tadinho do Tiago, meu lindo após lavar o carro no Domingo de manhã, me gritou e quando fui atendê-lo ele chorava de dor.
A princípio achamos que fosse mau jeito, afinal desajeitado que nem ele, rs, só eu!
Peguei um Dipirona e dei a ele, Mamy sugeriu passar gelol. Massagem pra lá e pra cá e nada, a dor só aumentava e o mocinho agora além de gemer e chorar, começou a gritar.
Logo liguei pro Tinho (maninho lindo), pra poder ir comigo no Hospital levar meu lindinho. E seguimos para o São João de Deus.
Tiago não se conformava, afinal seus pais e Tainá (sua irmã mais nova lindinha) viriam visitá-lo no horário de almoço, eles iriam sair de Mariana (casa da Tábata – sua outra irmã gracinha), almoçar com com ele e conversar, depois seguiriam para São Paulo de volta pra casa.

- Dor insuportável
Ele não queria estar daquele jeito ao recebê-los, queria poder curtí-los e passar momentos alegres juntos. Mas a dor insistia em permanecer.
Fiz a ficha dele na recepção e eis que ele ficava inquieto, andando de um lado pro outro, abaixando, levantando, deitando e nada aquietava sua dor.
Foi muito ruim observar todo o seu sofrimento e não poder curá-lo.
Tiago começou a gritar na recepção, exclamava: “Me atende! Me atende! Me atende!” e quando o recepcionista chamava alguém pra ser consultado ele continuava exclamando bem alto: “Ti-a-go! Ti-a-go! Ti-a-go!”. Meu irmão ficava me pedindo para acalmá-lo, mas a dor era tanta que apesar de já ser meio maluquinho, deu a louca no mocinho lindo. Ele ameaçava tirar a roupa, e cismou que iria descer as calças já que tudo estava o apertando.
Ele dizia: “Desculpe a falta de classe, mas meu saco não pára de doer, não estou mais aguentando”, e as lágrimas não paravam de rolar.
O recepcionista pra tentar amenizar me ofereceu de levá-lo pra um leito dentro do hospital até ser atendido. E lá fomos nós.
Tiago rasgou os papéis da cama de tanta dor, era tanta que até sentiu ânsia de vômito.
Após alguns minutos o médico foi até o leito, encostou as mãos nas costas de Tiago para cumprimentá-lo e ele exclamou: “Ai! Tá doendo, tira as mãos!”.
Nem o médico conseguia encostar nele, a dor era muito forte.
Seus pais chegaram, foram direto para o hospital. A gente revezava toda hora para poder ficar do ladinho dele. Ele vomitou muito, teve de tomar soro e até injeção. Pra variar, meu escandalosinho fez algazarra ao receber a agulha no bumbum. Gritou demais. Até ao descolar os adesivos da veia ele berrou, alegando que estava sendo depilado pela enfermeira. Ave!
É não foi exagero, ali descobrimos que era infecção urinária, e no outro dia quando Tiago foi ao urologista, surgiu a suspeita de cálculos renais.
Vixi, além de cálculos de matemática, de aritimética, de física entre tantos outros na faculdade agora vem isso de cálculos renais.
Pesquisamos na internet e descobrimos que esta dor que ele sentiu é a terceira maior dor da humanidade, conhecemos pessoas que já tiveram e segundo dizem, esta é a mesma dor de parto. Aiaiai, agora eu que to com medo de ter filhos! Sei que darei show de dor quando for minha vez.
Agora aguardamos o dia em que ele fará o exame de ultrassom, então saberemos como tratar adequadamente. Ele já está tomando remédios pra não sentir mais a dor horripilante. Sei que dará tudo certo.
É, ele está na minha frente, dor de parto, ultrassom …
Amor, você irá sarar logo logo tá!